terça-feira, 11 de março de 2008

Eu sou a flor morta, seca e murcha.
Eu sou a flor cinza!
Esse astro que invade?
É apenas mais um sol de abril, que nasce!
Em atropelos ao meu corpo, passam as folhas bailarinas,
Sobrevoando com saudade telhados e esquinas.
E eu continuo inerte, imóvel, fria.
Sem caule, sem cheiro,
Assim como poeira escondida!
Como promessa não cumprida,
Choro, uivo, grito,
Melancolia!
Mas meu pranto,
em Outono, é apenas
Ventania!

7 comentários:

Tâmara Rabelo disse...

Que flor chorosa, quanta melancolia...
Deliciosamente tocante sua poesia
Abraços

E obrigada por citar meu blog na sua lista!Me senti envaidecida

Isa e Sandro disse...

A Giu escreve coisas muito bonitas... Belas metáforas, belas imagens, belas poesias !
Às vezes, me parece que vê o mundo através de uma lágrima...Coisas de gente sensível, de coração de poetisa !
Afinal de contas, a melhor poesia é aquele que vem do coração e fala ao coração.
Beijo do seu amigo Marcelo (M.G.da comunidade do Orkut)

Narrador disse...

Belo texto, gostei muito das imagens contidas nele.
Parabéns pelo blog.

Leandro Jardim disse...

esse jardim bem sabe também dos ventos e lágrimas que ventam poesia... bonito!

bjs
Jardim

Himmler, Yargo disse...

Eu sempre imaginei o uivo entre o choro e o grito...

Lucas disse...

sentimental ao extremo.



maravilhado estou, como sempre...



bjos, tansinha!

on nous aprent a vivre quand la vie est passee disse...

seus versos são lindos, moça,
para não dizer perfeitos...
é difícil me encantar quando
o poema é composto por
versos livres e brancos...
sou essencialmente clássico
quanto à estrutura poética,
o que me limita e nao me permite
alçar vôos tão altos quanto os seus...
sobre o poema em questao:
eu, que tanto trabalho com as
palavras, sinto-me agora por elas
abandonado... foge-me agora todo
espírito crítico diante do belo
retratado em sua arte, moça...
meus parabéns !!! quanto sentimento,
quanta inspiração !!! fica em paz
e... muito sucesso... vc merece...